Depois de sua destruição por um incêndio devastador, parte do acervo do museu pode ser visitado online

Uma versão virtual do Museu Nacional do Brasil, destruído em setembro de 2018 por um incêndio catastrófico, foi disponibilizada pelo Google. Estima-se que 92,5% dos 20 milhões de artefatos no arquivo do museu tenham sido destruídos no incêndio. Até agora, os pesquisadores recuperaram 1.500 peças, incluindo uma das mais valiosas do museu, Luzia.

O tour virtual, promovido pelo Museum View (que usa a mesma interface do Google Street View), é o resultado de uma cooperação entre a gigante de tecnologia e o museu brasileiro iniciada em 2016.

The virtual tour of the National Museum of Brazil on Google. Courtesy Google.

“O Google Arts & Culture começou a trabalhar com o museu para disponibilizar sua coleção online – para que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, pudesse ver e aprender sobre esses artefatos antigos”, escreveu Chance Coughenour, gerente do Programa. “Agora, pela primeira vez,é possível entrar virtualmente no museu e saber mais sobre esta coleção perdida”.

É possível ver objetos importantes da coleção do museu, como o crânio de Luzia (o esqueleto mais antigo encontrado nas Américas), o meteorito Bendegó (maior já encontrado no Brasil), o sarcófago de Sha-amun-en su e uma réplica de Titanossauro. As imagens do tour virtual foram captadas em 2017 e permitem visualizar diversas salas do prédio histórico, além de ver, em detalhes, as peças que ficavam em exposição.

Perda inestimável

O Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é a mais antiga instituição científica do Brasil e um dos maiores museus de história natural e de antropologia das Américas. Serviu como palácio da família real portuguesa entre 1808 a 1821. O edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1938.

Um incêndio de grandes proporções destruiu o acervo do Museu Nacional, na zona norte do Rio de Janeiro, na noite de 2 de setembro de 2018.

O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro teve uma perda de bens históricos e científicos incalculável. O acervo com quase 20 milhões de itens foi atingido por um incêndio que teve início às 19h30 e só foi controlado pelo Corpo de Bombeiros local às 3h do dia 3 de setembro.

O prédio, criado por D. João VI há 200 anos e que foi residência da família Real e Imperial brasileira, continha uma coleção egípcia adquirida por D. Pedro I; trono do Reino de Daomé, presenteado ao Príncipe Regente D. João VI; o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, nomeado de “Luzia”; o maior e mais importante acervo indígena do país e uma das maiores bibliotecas de antropologia com documentos originais de centenas de anos.

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