Nesse artigo selecionamos os mais importantes artistas contemporâneos que estão em nosso acervo. São artistas com uma arte bem madura e consagrada em grande museus, todos já passaram por museus como o MASP. MAM ou Pinacoteca, a maioria ganhou importantes prêmios de arte contemporânea e hoje todos são representados por grandes Galerias de Arte.

A seleção é um trabalho minucioso dos artistas que mais tem chances de se valorizarem no decorrer dos anos. Nós selecionamos apenas 11 artistas de um leque de 190 artistas.

Eduardo Srur

A produção de Srur rompe as fronteiras institucionais e provoca o debate sobre os limites e desdobramentos da arte contemporânea além do circuito de museus e galerias. Nesta seção encontram-se textos de jornalistas, críticos e do próprio artista que propõem uma leitura sobre o caminho alternativo de engajamento dele na sociedade.

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Daniel Melim

Seu trabalho não busca ser limpo e organizado, mas comporta uma pesquisa estética na qual o sujo, as grossas texturas, o aparentemente mal acabado e o considerado inicialmente pobre têm um papel primordial, protagonizando uma atitude de pensar o mundo. Nessa mesma esteira criativa, Melim se apropria de imagens pop, anúncios e letreiros. Parte, como Rauschenberg desses elementos para construir imagens nas quais a tinta não é necessária, pois os recortes feitos do cotidiano já compõem boa parte do que deseja expressar, seja numa tela ou num mural. Quando faz uma intervenção urbana, por exemplo, o sujo e o desgaste dos muros não são elementos para serem extirpados, mas para serem aproveitados. O tempo e o uso, que incluem pátinas desgastadas, rabiscos amontoados e pinturas descascadas pela intempérie, são somados a um raciocínio visual que nada despreza e tudo observa atentamente. Acima de tudo o trabalho de Daniel Melim é uma retomada de componentes da cultura pop, incluindo anúncios publicitários e sua ideologia, sob uma perspectiva que não se coloca como engajada. Essa fuga do simplismo dá a cada imagem criada pelo artista uma magnitude que se estabelece como obra de qualidade, plena de verdade interior do artista e universal mistério.

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Gravura no centro Daniel Melim no seu lado esquerdo Silvana Mello e no seu outro lado Carlos Dias.

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Gravura Carlos Dias clique aqui!

Gravura SHN clique aqui!

Gravura Silvana Mello clique aqui!

 

João Lelo
João Lelo é artista carioca autodidata. Mais conhecido por seu trabalho de arte urbana – que realiza desde 1999. Sua produção abrange murais, pinturas, desenhos, gravuras (em especial serigrafias, paixão assumida do artista), vídeos e mais recentemente esculturas e objetos.
Seu trabalho, cheio de simbologia, é o resultado da reflexão do artista sobre os valores e o comportamento da sociedade em que vivemos.

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Highraff

Graffiti é a arte feita na rua, às pressas, um olho no muro outro na aproximação da polícia, tinta borrifada à jato, cobrindo rapidamente uma área grande da parede, contorno preto para definir a forma das manchas que saíram rápidas das latas de spray, cores fortes para serem vistas por quem passa alienado pela cidade, e para serem vistas logo, já que a vida do graffiti é efêmera. É um grito visual no meio da cidade, para ser ouvido na hora, antes que acabe.
Como denominar então a arte feita em espaços públicos porém em muros autorizados, sem pressa e sem risco? Highraff define-a como muralismo. É assim que o paulista formado em design pela FAAP pacifica a discussão entre a prática do graffiti e o uso da estética do graffiti nas artes plásticas: o limite do graffiti é a rua. O que se faz na tela ou em muros autorizados (ou encomendados) é muralismo ou simplesmente pintura, ainda que com inspirações nas formas, contornos fortes e cores vibrantes do graffiti. Jovens artistas que se dedicam às artes visuais conhecem o graffiti assim como conhecem o artesanato brasileiro, o rock, histórias em quadrinhos, cinema… e tudo isso é fonte de pesquisa para Highraff.

As telas de Highraff revelam essa coexistência de referências principalmente no uso que o artista faz do contorno preto nas figuras, reservado para apenas algumas áreas da composição, que então saltam para um primeiro plano, deixando formas sinuosas e decorativas sem contorno no fundo. A contemporaneidade dos traços fortes característicos do graffiti fica assim num plano mais próximo do observador do que as curvas decorativas da Art-nouveau, que seus trabalhos recentes também incorporam. Padrões decorativos preenchem cada área delineada pelo contorno preto, e a referência ao artesanato popular aparece no uso de rendas vinílicas como máscara para aplicação da tinta. A geometria fractal das formas da natureza é outra inspiração para as composições do artista, que assim lembram estruturas celulares, átomos, ou formas vegetais.

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Nunca
Nunca, que começou a fazer grafites nas ruas de São Paulo aos 12 anos, é dono de um estilo pessoal inspirado nas tradições indígenas do Brasil.
O artista nasceu em São Paulo. Nunca começou a pichar paredes e muros em 94, mas o talento para desenhar fez com que passasse a se dedicar às obras de grafite mais elaboradas. “Não sei se o que faço é grafite ou pichação, mas o que importa é que tenha valor estético”, diz o grafiteiro.

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Patrícia Kaufmann

Filha de artista plástica e restauradora de obras de arte, Patricia sempre viveu entre pincéis e tintas. Seu pai foi militar da Aeronáutica e já é falecido. Patricia viveu numa base militar até os 17 anos. Aos 18 foi para São Paulo estudar Tradução e Interpretação da Língua Inglesa. Após terminar sua faculdade, casou-se e mudou-se para o Rio de Janeiro.

Durante 3 anos, estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, importante celeiro da arte contemporânea e de vanguarda brasileira. Ainda no Rio, abre seu próprio atelier. Em 1990, mudou-se para Porto Alegre. Em 1993 voltou novamente para o Rio e em 2000, Patricia veio para São Paulo onde vive e trabalha. Durante estes anos Patrícia estudou história da arte, gravura em metal, cologravura, serigrafia, aquarela e fotografia.

Patricia já fez várias exposições individuais e participou de exposições no Brasil e no exterior. Tem obras em acervos públicos e privados.
Seus trabalhos poder ser encontrados na Mônica Filgueiras Galeria de Arte em São Paulo.

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Speto
Paulo Cesar Silva, o Speto, é um dos maiores nomes da arte da grafitagem no Brasil. “Para ser um profissional, é preciso entender que o mundo não gira ao seu redor. É algo que vem com a maturidade, pois quando a gente é moleque acha que é o centro do universo. Eu já defendi tanto uma ideia que perdi clientes. Hoje, acho que não adianta ser radical: uma boa medida é ter cuidado com aquilo que realmente leva a sua assinatura. Neste caso, a identidade deve ser mantida. Mas, quem entende as diferentes mídias e as usa a seu favor, não se corrompe. Fama é diferente de carreira”. Durante três anos, ele acompanhou a banda O Rappa, em turnê pelo Brasil, pintando durante as apresentações do grupo. “Você divide com as pessoas o processo. Elas têm a possibilidade de ver o trabalho acontecendo”.
É em seu entorno, nos detalhes e pequenas surpresas, onde tira suas principais inspirações para suas criações.
O artista que já teve suas obras expostas em mais de 15 paises.

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Stephan Doitschinoff
Stephan Doitschinoff é um artista plástico brasileiro do estado de São Paulo cujas obras são influenciadas por elementos religiosos e aspectos urbanos. De intenso caráter semiótico, a obra de Doitschnoff atribui novos significados a símbolos religiosos e cria diálogos entre representações litúrgicas do passado e sistemas de poder que operam no mundo contemporâneo, como o marketing e a política.
Ganhador do premio Artista Revelação da APCA, Doitschinoff . Autodidata, Stephan Doitschinoff, conhecido como Calma, filho de um pastor evangélico, neto e bisneto de espíritas e com passagem por terreiros de umbanda, tem sua obra marcada por elementos religiosos. Durante a juventude, já mergulhava em aspectos das religiões orientais, alquimia e arte sacra que também foram incorporados à sua obra3 .
Envolvido com o skate e movimentos punk e hardcore de São Paulo, passou a mostrar seus trabalhos para outros públicos e assimilar novas características, quando também, em parceria com o cenógrafo Zé Carratu, passou a elaborar capas de discos de bandas e cenários para grandes shows de rock da década de 90 .
Já expôs suas obras no MASP – Museu de Arte de São Paulo, onde ganhou o premio de Artista Revelação de 2010 pela APCA – Associação dos Criticos de Arte de São Paulo e no Museu de Arte Contemporânea de San Diego[5] e, em 2011, teve sua segunda exposição individual em Nova Iorque na Galeria Jonathan LeVine (a primeira foi em 2008, na mesma galeria).

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Titi Freak
Hamilton Yokota, mais conhecido como Titi Freak, nascido em 1974, começou aos 13 anos desenhando com livros Comics. Trabalhou 7 anos para Maurício de Souza, Disney e Marvel. Entre 94 e 95 começou fazendo ilustrações para a MTV Brasil e logo em 1996 teve seu primeiro contato com aerosol nas ruas. Ele conta que foi através do graffiti que pode conhecer seu próprio estilo. Titi já expôs em galerias nas cidades de Londres, Madrí, Paris, Tokyo, Osaka, Nova Iorque, Los Angeles, Vancouver, Berlin, e São Paulo.

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Washington Silvera

Artista multidisciplinar, estudou na UFPR mas concluiu sua formação de forma autodidata. Expõe desde 1994. Em 2006 foi contemplado com a Bolsa Produção na Fundação Cultural de Curitiba, PR. Algumas de suas obras estão em coleções particulares e Instituições como O Museo de la Solidaridad, Fundación Salvador Allende em Santiago no Chile, Fundação Cultural de Curitiba, Museu Afro Brasil.

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Wilton Pedroso

Durante anos foi autodidata em Artes Visuais. Ingressou na faculdade de Biologia, onde se formou como Biólogo Mesmo estudando Biologia, nunca largou seu principal ideal: a gravura.

Nos anos seguintes resolveu ampliar seus estudos, ingressando na Universidade Estadual de Santa Catarina – UDESC em Artes Visuais.

Seus estudos durante o período da faculdade de artes visuais sempre foram focados na gravura, onde experimentou e desenvolveu diversas técnicas de gravação. Seu trabalho atual está voltado para a gravura na contemporaneidade e suas hibridizações.

Com um trabalho muitas vezes polêmico, ele traz uma nova perspectiva visual em uma das linguagens artísticas mais antigas da humanidade.

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