A Galeria de Gravura sempre teve uma postura de vanguarda e nunca se ludibriou com “novas técnicas” de gravuras. Sempre tivemos um cuidado minucioso com a escolha do nosso acervo, talvez por isso tenhamos hoje os artistas mais premiados do mercado em nosso acervo, são mais de 30 artistas participantes de Bienais, mais de 60 artistas que estão no acervo de grandes museus.

Vamos falar de 13 artistas que foram os mais valorizados nos últimos 4 anos.

Alfredo Volpi

Volpi talvez seja o artista mais popular do país, nos livros escolares sempre aparecem as bandeirinhas e sua história. Volpi revolucionou a maneira de conceber uma linguagem figurativa, é difícil enxergar nos dias de hoje a obra do Volpi e entender o que ele estava querendo dizer na época, somente com um retorno no tempo e vivenciando os conceitos da época conseguiríamos chegar próximo de um entendimento.

Volpi deixou um número bem grande de gravuras no mercado, seja através de seus familiares, seja pelos seus auxiliares, e atualmente é um ótimo investimento, pois com o tempo a tendência é sua obra ficar cada vez mais rara e com valor de mercado maior.

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Burle Marx

Roberto Burle Marx (São Paulo, 4 de agosto de 1909 – Rio de Janeiro, 4 de junho de 1994) foi um artista plástico brasileiro, renomado internacionalmente ao exercer a profissão de arquiteto-paisagista.

Morou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão localizados seus principais trabalhos, embora sua obra possa ser encontrada ao redor de todo o mundo.

Sua participação na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, tendo atuado nas equipes responsáveis por diversos projetos célebres. O terraço-jardim que projetou para o Edifício Gustavo Capanema é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Definido por vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim (com espaços contemplativos e de estar) possuía uma configuração inédita no país e no mundo.

A partir daí, Burle Marx passou a trabalhar com uma linguagem bastante orgânica e evolutiva, identificando-a muito com vanguardas artísticas como a arte abstrata, o concretismo, o construtivismo, entre outras. As plantas baixas de seus projetos lembram em muitas vezes telas abstratas, nas quais os espaços criados privilegiam a formação de recantos e caminhos através dos elementos de vegetação nativa.

Durantes todos os anos de sua vida ele pintou e desenhou a  partir das inspirações criadas pelo paisagismo em seu imaginário artístico. Burle Marx produziu inúmeras gravuras com formas orgânicas e sempre com uma utilização de paleta de cores bem peculiar.

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Cildo Meireles

Conhecido internacionalmente, Cildo cria os objetos e as instalações que acoplam diretamente o visor em uma experiência sensorial completa, questionando, entre outros lemas, a ditadura militar no Brasil(1964 – 1984) e a dependência do país na economia global.

Ele tem desempenhado um papel chave dentro da produção artística nacional e internacional. Situando-se na transição da arte brasileira entre a produção neoconcretista do início dos anos 60 e a de sua própria geração, já influenciada pelas propostas da arte conceitual, instalações e performances, as obras de Cildo Meireles dialogam não só com as questões poéticas e sociais específicas do Brasil, mas também com os problemas gerais da estética e do objeto artístico.

Cildo Meireles participou de diversas Bienais e já ganhou inúmeros prêmios. Sua obra está no acervo dos principais museus do país.

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Edi Cavalcanti

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976) foi um pintor modernista, desenhista, ilustrador, muralista e caricaturista brasileiro. Sua arte contribuiu significativamente para a distinção da arte brasileira e entre outros movimentos da época com suas reconhecidas cores vibrantes, formas sinuosas e temas tipicamente brasileiros como carnaval, mulatas e tropicalismos em geral.

Di Cavalcanti é, juntamente com outros grandes nomes da pintura como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Graça Aranha um dos mais ilustres representantes do modernismo brasileiro.

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Flávio de Carvalho

Flávio de Rezende Carvalho (1899-1973) foi arquiteto, artista plástico, escritor e animador cultural com presença na vida paulistana desde fins dos anos 1920. Além das obras realizadas sobre suporte convencional, introduziu outras cuja existência depende do apoio da mídia impressa, intervenções que se iniciam com os primeiros projetos arquitetônicos discutidos no espaço do jornal e se estendem à Experiência n˚ 2, realizada como provocação a uma procissão de Corpus Christi, ao lançamento do traje de verão e à expedição de primeiro contato com tribos indígenas do Alto Rio Negro.

Flávio de Carvalho desenvolveu diferentes técnicas artísticas, além da performance na qual foi pioneiro no Brasil. Seus desenhos e gravuras têm uma linguagem expressionista, sua perfeição técnica lhe rendeu diversos prêmios de artes e menções honrosas.

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Frans Kracjberg

Frans Krajcberg nasceu em Kozienice na Polônia no ano de 1921. Na universidade de Leningrado estuda artes e engenharia, torna-se oficial do exercito polonês de 1941 a 1945 durante a II Guerra Mundial. Após a guerra ingressa na Academia de Belas Artes de Stuttgart na Alemanha.

No ano de 1948 imigra para o Brasil e fixa-se em São Paulo, participando em 1951 da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, expondo duas pinturas. Mudou-se para o Paraná para trabalhar como engenheiro numa fábrica de papel, mas acabou se dedicando à pintura.

A vinda para o Brasil modifica a criação figurada representativa da natureza pintada por Krajcberg, depois de entrar em contato direto com a natureza brasileira no interior do Paraná (1952-1956) acaba por se tornar expressionista. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1956 e em 1957 naturaliza-se brasileiro. A partir de 1958 muda simultaneamente para o Rio, Paris e Ibiza.

Na Bienal de São Paulo em 1957 conquistou o premio de melhor pintor nacional. Foi premiado também no Salão de Arte Moderna e na bienal de Veneza de 1964. Desenvolveu paralelamente pintura, escultura e fotografia.

Realiza fotos do desmatamento da Amazônia e pública o livro ‘ A cidade de São Luiz do Maranhão’ com fotografias de sua autoria em 1986. Em 1998 recebe o premio Multicultural Estadão. Em 2000, são lançados os livros ‘ Frans Krajcberg-Revolta’ e ‘Frans Krajcberg-Natura’, ambos pela editora GB arte.

Krajcberg diz: “A minha preocupação é penetrar mais na natureza. Há artistas que se aproximam da máquina; eu quero a natureza, quero dominar a natureza. Criar com a natureza, assim como outros estão querendo criar com a mecânica. Não procuro a paisagem, mas o material. Não copio a natureza”.

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Hércules Barsotti

Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista.

Conhecido por seu trabalho concretista, Barsotti fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, em 1954, junto com Willys de Castro (1926-1988). Na década de 1960, ele fez parte do Grupo Neoconcreto do Rio. Em 2004, o Museu de Arte Moderna de São Paulo organizou a exposição “Hércules Barsotti: Não-Cor Cor”.

Hoje seu trabalho pertence a acervo de museus importantes como MAM de São Paulo e Rio de Janeiro, MAC-Rio, Pinacoteca do Estado de São Paulo entre outros. Seus quadros são super valorizados no mercado de arte.

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Leda Catunda

Sua produção pictórica explora os limites entre a pintura e o objeto, não isenta de referências à pop art, em que pesam o uso de volumes estofados à maneira de Claes Olden e as composições neoconcretistas de Lygia Pape. Seus trabalhos da década de oitenta possuem um forte traço descritivo e caricatural, destacando-se pela atenção dispensada às texturas e superfícies dos materiais industrializados, ao qual a artista adiciona acabamento em técnica artesanal, almejando realçar a particularidade e originalidade de cada peça.

Ela já participou das principais exposições de arte contemporânea do Brasil, além de inúmeras Bienais, uma artista representada por uma das principais galerias de arte do país, a Fortes Vilaça.

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Léon Ferrari

León Ferrari foi um artista conceitual argentino. Segundo The New York Times, era um dos cinco artistas plásticos mais provocadores e importantes do mundo.

A produção de Leon Ferrari abrange campos diversos, como o tridimensional, o desenho, a escrita, a colagem, a assemblage, a instalação e o vídeo. Sua obra é marcada por um processo intenso de experimentação. Os pilares de sua obra foram as guerras, todas as formas de intolerância e a religião.

Sua obra está em importantes acervos como MOMA, MASP, MAM, MALBA entre outros importantes museus do mundo.

Em nosso acervo  é o artista mais importante depois de Salvador Dalí e Vasarely.

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Mario Cravo Junior

Mario Cravo Junior (Salvador, 13 de abril de 1923) é um escultor, pintor, gravador e desenhista poeta brasileiro. Faz parte da primeira geração de artistas plásticos modernistas da Bahia, ao lado de Carlos Bastos e Genaro de Carvalho. Ele participou ativamente da geração de Jorge Amado que liderava a literatura e Dorival Caymmi a música. Em 70 anos de atividade como artista plástico, ele reúne inúmeras exposições individuais e coletivas, prêmios, esculturas em espaços abertos em muitos pontos do Brasil, sobretudo em Salvador, além de obras adquiridas por museus internacionais. Mário Cravo é o artista vivo mais importante da Bahia na atualidade. Ele ainda trabalha ativamente toda a manhã em seu ateliê com seus assistentes no Espaço Mário Cravo Junior, um parque que abriga mais de 3000 obras entre esculturas, pinturas e gravuras

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Marina Caran

Marina Caram constrói uma figuração de características expressionistas dentro de uma temática eminentemente social, apresentando em seus trabalhos personagens anônimo das grandes cidades e das manifestações folclóricas, como em Prostituta (1952), Enterro no Morro (1963) e Favelado Rei do Carnaval (1974).

Essas figuras aparecem numa configuração dramática, acentuada pela atmosfera sombria e pelas pinceladas vigorosas que, em geral, predominam em sua obra. Para o crítico e colecionador de arte Pietro Maria Bardi, Caram tem, no início de sua carreira, a afinidade com o sentimento expressionista e com os temas ligados ao drama humano. A artista também aborda o sincretismo religioso da Bahia, compondo pinturas da série Orixás, como Omulu (1954), Oxossé (1959) e Exu (1960), sempre num registro de distorção das representações e busca por dramaticidade. Nesse mesmo período, realiza a série de xilogravuras Barroca. Durante os anos 1960, outros temas se destacam em sua obra, como a relação entre o homem e as profissões, Selos e Carimbos (1967), e entre o homem e a máquina, Artesanato Mutilado pela Máquina (1969). Entre as décadas de 1970 e 1980, Caram produz uma série de pinturas cujos temas são o Carnaval e o circo. Nessas obras, misturam-se alegria e desespero, como em Fim de Carnaval (1975) e Palhaço Enamorado(1983).

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Paulo Pasta

Paulo Augusto Pasta (Ariranha SP 1959). Pintor, desenhista, ilustrador e professor. Cria obras abstratas nas quais utiliza uma gama cromática reduzida, explorando variações tonais. Em 1984, realiza sua primeira exposição individual na Galeria D. H. L., em São Paulo. Recebe a Bolsa Emile Eddé de Artes Plásticas, em 1988. Em 1990, recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas no Museu de Arte de Brasília (MAB/DF) e, em 1997, o Prêmio Price Waterhouse – Conjunto de Obras, no 25º Panorama de Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Em 1998, é publicado o livro Paulo Pasta, pela Edusp.

Paulo Pasta  participou de inúmeras Bienais e é tido para alguns críticos de arte como Cauê Alves, Roberto Conduru e Tadeu Chiarelli um artista referência da arte contemporânea. Hoje ele é representado pela Galeria Millan, uma das 5 galerias mais importantes de arte contemporânea do Brasil.

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Rubem Valentim

Rubem Valentim, desde o início de sua produção, faz referências às tradições populares do nordeste brasileiro e entre os anos de 1946 e 1947, integra o Movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, junto com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos, entre outros.

A partir da década de 1950, recebeu influências das religiões de base africana, como o candomblé e a umbanda, e fez referência ao simbólico através de suas formas geométricas, muitas vezes presentes em signos e emblemas destas religiões, além de aliar a geometria ao uso de cores de formas criativas, intensas e diversas. No final da década de 1960, realizou murais, relevos e grandes esculturas em madeira, mantendo a linha geométrica mestra.

Rubem Valentim possui obra no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu AfroBrasileiro, MAM da Bahia entre inúmeros outros museus do país.

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One Response

  1. Júnior

    Há um erro grave no texto, reproduzido da Wikipédia. Burle Marx morou a maior parte da vida no Rio de Janeiro; e é no Rio que está a maior parte de suas obras, não na Bahia. Burle Marx era filho de um alemão com uma pernambucana de ascendência francesa.

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