É importante primeiramente desmitificarmos os termos gravuras e fine art. Nós vamos definir bem o que é gravura e o que é Fine Art, muitas pessoas chamam fine art de gravura o que não é correto, pois a Fine Art não tem processo de gravação.

Essa dúvida chega aos montes em meu estúdio. Eu tenho um estúdio de Fine Art com padrão Hahnemühle e tenho um estúdio de serigrafia com padrão internacional, nesse caso eu produzo nessas duas técnicas e posso falar com clareza a diferença entra gravura tradicional (xilogravura, gravura em metal, litogravura, serigrafia) e a gravura digital (fine art ou giclée).

Para a obra poder ser uma gravura ela tem que sofrer o processo de gravação, por isso o termo gravura não está diretamente ligado a técnica visual e sim a técnica prática de produção. Já a fine art não sofre processo de gravação, é uma impressão a jato de tinta.

A serigrafia também não grava diretamente no papel, apenas imprimi, mas existe um processo anterior de gravação da tela e isso o torna uma gravura, além de já estar consagrado como técnica de gravura em livros de arte e no contexto da arte contemporânea.

A gravura é dividida basicamente em 4 tipos: a xilogravura, gravura originada da madeira, a gravura em metal que é feito a partir de uma chapa de metal, a litogravura que é uma gravura proveniente da pedra, a serigrafia que é criada de uma tela e o Giclée que é produzido a partir de uma mídia digital por uma impressora especializada em obras de arte.

Impressão Fine Art é um conceito de arte que une trabalho autoral do artista / fotógrafo e técnica de impressão (fine art / giclée). Alguns artistas visuais utilizam dessa técnica para fazer cópias de quadros e assim conseguir diluir o valor do quadro e torná-lo mais acessível as pessoas. Nesse caso eles não criam obras que irão valorizar no decorrer dos anos.

No mercado de arte a gravura produzida artesanalmente nos processos tradicionais vai ter um valor maior e estarão mais expostos em Bienais, Museus e importantes Galerias.
A Fine Art como cópia de pintura/desenho não consegue valorização no mercado de arte.
Alguns artistas utilizam meio digital para produzir suas obras, essas sim podem ter uma melhor valorização, pois estão alinhados com a linguagem da própria impressora Fine Art, agora as cópias de quadros a valorização é zero e os artistas que estão nos museus e bienais nunca o fazem exatamente por não estar alinhado aos preceitos da arte contemporânea.

A fotografia está sendo intensivamente produzida na técnica de fine art, pois traz uma experiência visual bem mais interessante que no papel fotográfico tradicional. Quando a foto é de tiragem limitada e com numeração baixa, por exemplo, tiragem de 10 exemplares, essa sim pode ser valorizada com o tempo, já fotografias com tiragens altas, dificilmente terão uma valorização no decorrer dos anos.
O princípio da tiragem ainda predomina no mercado de múltiplos, seja ela gravura, escultura ou fotografia. A gravura ainda é toleráveis tiragens até 100 exemplares, já a fotografia o mercado não gosta de tiragens acima de 10 ou 15 exemplares, o que vale para as esculturas que sempre devem ter tiragem baixa.

4 Responses

    • Almena

      coni – Wow these pictures capture your happiness and Ireally loved the milk pods, they looked like angels wings…maybe they are..We wish you both from our hearts all the bestwith your new life…God Bless you both …Coni and Ami &#.om0;Ger3any8.Y2u both look gorgeous!

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  1. Lucas Serigrafia

    Parece brincadeira, mas eu já paguei para “obter” esta informação e confesso que não o material não era tão esclarecedor como este artigo. Muito agradecido e até compartilhei com alguns amigos. Obrigado!

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