Sobre a Artista​

Desde a experiência de abrir a própria casa como uma “residência pública”, Graziela Kunsch fundamenta sua prática artística em situações de encontro, diálogo e colaboração. O Projeto Mutirão é uma obra processual que existe na forma de conversas onde são articulados excertos de A.N.T.I. cinema – vídeos formados por um único plano – que mostram a produção coletiva de uma nova cidade. O uso de planos únicos objetiva que o espectador vivencie a duração das ações registradas e cada excerto pode ser entendido como peça de um processo maior; um momento de lutas políticas em andamento. Na Bienal encontra-se o arquivo do projeto e livros da biblioteca pessoal da artista sobre utopias, projetos de cidades, autogestão e educação. As apresentações acontecem dentro dos terreiros e em diferentes contextos, desde o Teatro de Arena até assentamentos rurais da reforma agrária; passando por escolas de diferentes classes sociais envolvidas no projeto educativo. Todas as apresentações são registradas e excertos reflexivos incorporados ao arquivo, com o objetivo de pensar o papel de indivíduos – aí incluídos os artistas – em processos coletivos e na história.

“Cartas-fósforo (queime o acervo)”, parte do trabalho de correspondência da artista Graziela Kunsch para os funcionários do MAM-Bahia, integrante do projeto “Rejeitados”

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